A icterícia neonatal ou mais popularmente conhecida como “amarelão” atinge cerca de 50% a 70% dos recém-nascidos, sendo ainda mais comum em bebês prematuros. Ela altera a coloração da pele do bebê, para a cor amarela. Inicia-se na cabeça e vai descendo para o tórax, abdômem, braços e pernas, também pode alterar o branco dos olhos para a coloração amarela.
O pico da icterícia costuma acontecer entre o segundo e terceiro dia de vida, por isso geralmente é diagnosticada e tratada na própria maternidade mas ela pode surgir até o sétimo dia de vida do bebê por isso é muito importante a observação dos bebês nos primeiros dias de vida e não adiar a ida ao pediatra que geralmente ocorre na primeira semana do bebê.
Em 10% dos casos o quadro da icterícia pode evoluir para algo mais sério como lesões cerebrais em vários níveis podendo desencadear desde a surdez até danos mais graves no cérebro, por isso a importância do diagnóstico precoce e o tratamento adequado. O “amarelão” se inicia na cabeça e quando passa da barriga e/ou pernas indica a necessidade de tratamento urgente.
Qual é a causa da icterícia?
A responsável pela icterícia é a bilirrubina uma substância que é produzida pelo metabolismo das células vermelhas do sangue. Nos recém-nascidos ela geralmente se encontra em níveis elevados porque eles possuem glóbulos vermelhos extras no corpo e seu fígado não consegue metabolizar o excesso de bilirrubina. A medida que os níveis de bilirrubina aumentam o amarelo vai descendo, começando pela cabeça até chegar aos pés.
Existem alguns fatores que podem auxiliar o bebê a desenvolver a icterícia:
- Bebês prematuros;
- Baixo peso;
- Imaturidade do fígado;
- Mães diabéticas;
- Falta prolongada de oxigênio no parto;
- Criança não aquecida corretamente ao nascer;
- Reação ao leite materno;
- Mãe com grupo sanguíneo diferente do bebê.
Qual o tratamento?
Se o seu bebê estiver com a pele amarelada, o pediatra fará um exame de sangue para determinar a concentração de bilirrubina presente no sangue e definir qual o melhor tratamento. A determinação do tratamento dependerá de vários fatores como a concentração de bilirrubina no sangue, o peso do bebê, etc…
Quando a icterícia é leve, o médico poderá indicar apenas banhos de sol de cerca de 15 minutos por dia nos horários antes das 10h e após as 16h.
Nos casos mais evoluídos do quadro da icterícia é necessário tratamento com fototerapia ou como mais popularmente é chamada “banho de luz” aonde o bebê é colocado em um berço sem roupas e com os olhos cobertos por uma máscara protetora sob exposição de luzes fluorescentes azuis que ajudam a metabolizar a bilirrubina, para que ela seja excretada pelo fígado.
Nos casos de incompatibilidade sanguínea entre mãe e filho ou alguma outra doença associada, se a hiperbilirrubinemia chegar a níveis perigosos o tratamento é feito com fototerapia intensiva prolongada e pode incluir até transfusão de sangue.
É importante lembrar que a icterícia passa rápido, na maioria das vezes sozinha sem ser necessária nenhuma intervenção e não deixa nenhum tipo de sequela, exceto em casos gravíssimos.
Como saber se o meu bebê está com icterícia?
Existe um teste simples que pode ser realizado em casa, em um ambiente bem iluminado faça uma pressão no peito do bebê se a pele ficar amarelada quando você parar de fazer a pressão, pode ser um indício de que o bebê está com icterícia, contate o seu pediatra e lhe explique a situação, ele saberá como lhe auxiliar.
Perguntas frequentes
O que é icterícia em bebês recém-nascidos?
Icterícia neonatal, conhecida como ‘amarelão’, é o amarelamento da pele e dos olhos do bebê causado pelo acúmulo de bilirrubina no sangue. Ocorre porque o fígado do recém-nascido ainda não consegue metabolizar o excesso dessa substância. Afeta entre 50% e 70% dos recém-nascidos e é ainda mais comum em prematuros. Na maioria dos casos passa sozinha sem deixar sequelas.
Quando a icterícia do bebê é grave e precisa de tratamento urgente?
A icterícia exige atenção imediata quando o amarelo ultrapassa a barriga e chega às pernas e pés, pois indica níveis elevados de bilirrubina. Em cerca de 10% dos casos o quadro pode evoluir para complicações sérias, como surdez ou danos cerebrais. Por isso é fundamental observar o bebê nos primeiros dias de vida e não adiar a consulta ao pediatra. Diante de qualquer dúvida, consulte o médico.
Como identificar icterícia no bebê em casa?
Em um ambiente bem iluminado, pressione levemente o peito do bebê com o dedo. Se, ao soltar, a pele ficar com coloração amarelada, pode ser um sinal de icterícia. Observe também se o branco dos olhos está amarelado. Esse teste é apenas indicativo: ao notar qualquer alteração, entre em contato com o pediatra para avaliação e orientação adequada.
Qual é o tratamento para icterícia neonatal?
O tratamento depende da gravidade. Nos casos leves, o pediatra pode indicar banho de sol de cerca de 15 minutos por dia, antes das 10h ou após as 16h. Nos casos mais intensos, utiliza-se fototerapia — o ‘banho de luz’ —, em que o bebê fica sob luzes fluorescentes azuis com os olhos protegidos. Em situações graves com incompatibilidade sanguínea, pode ser necessária fototerapia intensiva ou até transfusão de sangue.
Quais são as causas da icterícia em recém-nascidos?
A icterícia é causada pelo excesso de bilirrubina, substância produzida pela quebra dos glóbulos vermelhos. Fatores que aumentam o risco incluem prematuridade, baixo peso ao nascer, imaturidade do fígado, mãe diabética, falta de oxigênio no parto, criança não aquecida corretamente ao nascer, reação ao leite materno e diferença de grupo sanguíneo entre mãe e bebê.
Até quando pode aparecer a icterícia no recém-nascido?
O pico da icterícia costuma ocorrer entre o segundo e o terceiro dia de vida, sendo frequentemente diagnosticada e tratada ainda na maternidade. No entanto, ela pode surgir até o sétimo dia de vida do bebê. Por isso, é essencial observar a coloração da pele nos primeiros dias e não adiar a primeira consulta ao pediatra, geralmente indicada na primeira semana de vida.